War pigs

Num violento ataque israelense neste domingo, pelo menos 50 pessoas foram mortas, na cidade de Qana, no sul do Líbano. Pelo menos mais da metade dos mortos são crianças.

Não é uma boa notícia pra se começar um domingo, principalmente quando se está em férias.

E assim a história se repete com a cidade de Qana: em 1996 foi atacada por Israel, em mais um capítulo do confronto com o Hezbollah. E para variar, bombas israelenses atearam o fogo do ódio ao endereçarem à morte inocentes. Desta vez, no meio do caminho estava uma base da força de paz da ONU. Foram mortos 100 civis. Depois da barbaridade, o mundo exigiu o cessar-fogo.

Mas se depender dos EUA…Condoleezza Rice disse que o os ataques israelenses estavam causando apenas “preocupação”.

Mas é o Hezbollah que pode dar uma saída a toda essa estupidez, segundo analistas do confronto. O ataque a Qana pode mudar o jogo em prol do grupo xiita caso não opte por aquilo que se espera dele: responder Israel com um ataque a Telaviv. Assim, ganharia mais espaço no governo libanês e legitimidade internacional. Israel ficaria encurralada por um inevitável cessar-fogo imposto pelo mundo. Caso ocorra o contrário, a dimensão da guerra tende a aumentar.

Enquanto isso, os civis, de maioria libanesa, pagam a conta com suas vidas.

Contador de mortes no confronto entre Israel e o HezbollahO resultado da destruição é bem ilustrado por um contador de mortes publicado no Boing Boing. Com imagens de caixões, exibe a desproporção daquilo que se pode chamar de crimes de guerra e terrorismo, nunca de direito de defesa de Israel.

A imagem ao lado não reflete a situação de hoje – o número de libaneses mortos é maior. Segundo a BBC, mais de 750 libaneses – maioria de civis, dentre os quais 30% de crianças. Do lado israelense, morreram 51 pessoas, sendo 18 civis.

E Impop continua protestando com música – uma vez que, como expressão artística, tem por natureza a ação política.

Vai Flaming Lips, toca aí War Pigs.

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