O lançamento antecipado na web de discos dos graúdos da indústria fonográfica sempre rende polêmica. Agora chegou a vez da estréia solo do Thom Yorke, do Radiohead, fazer barulho na rede. Sobre o álbum, comento no post a seguir. Agora, só uma reflexão sobre o desmonte da estrutura midiática que, à serviço ou não da indústria fonográfica e alhures, contruia mitos e destruia carreiras. A tomada do poder midiático marcha na web sob a bandeira do anarquismo.
Subtraindo o desespero das gravadoras, é uma notícia que agrada a todos. Até as bandas. Pelo menos deveria. É uma forma de divulgação voluntária, despida dos cacoetes marketeiros que cercam os lançamentos dos cds de artistas consagrados assim como dos alternativos.
O crivo do público só contribui para o sucesso de cada nova temporada das bandas. Afinal, a opinião da crítica especializada já não é tão formadora de consenso, diante do aumento da ação opinativa disseminada através da internet: uma revolução midiática!
O meio internet revoluciona porque democratiza e, conseqüentemente, desmonta a hierarquização da informação e do acesso à produção musical. Aquele que antes acreditava nos críticos e na formação da idéia coletiva é agora o que opina e interfere no coletivo.






[...] Agora nos cabe definir o que é sucesso, dar luz aos porões das expressões culturais do planeta, independente do crivo e vontade da mídia. Já resvalei no assunto em alguns posts anteriores. Um sobre os agregadores de blogs musicais (post anterior) e Revolução midiática: o público forma a opinião da crítica. [...]