Está provado: o sucesso é uma fórmula. E como tal já pode ser produzido em série, mas não apenas por humanos. É o feito do software Platinum Blue Music:
http://news.bbc.co.uk/1/hi/entertainment/5083986.stm
“Platinum Blue Music Intelligence is a complex computer program that turns music into mathematics. It breaks songs down into 30 or so component parts including rhythm, melody, harmony, beat, cadence, timbre, pitch, and gives each a number. What they have found is just about all hit songs, no matter what genre, fit the same pattern”.
E assim a indústria fonográfica atinge o nirvana da descartabilidade. Com o software, que é melody & hit maker, o compositor passou a ser descartável.
Tá aí a razão deste Impop ser um manifesto em favor da imperfeição, do estágio inicial de qualquer nova composição que dê forma e movimento à criatividade. Música que não suporta prazo de validade. Anômala, suja, aversa, imprecisa, imperfeita, discordante. Música que deve ser consumida como é produzida: por necessidade orgânica. Música pode até ser uma fórmula, mas desde que tenha impressão digital.







[...] E eis que esbarro com uma descoberta do incansável Carlos Freitas em suas surfadas virtuais em sua prancha Música Impop biquilha: neguinho inventou um software que analisa uma música e a converte em componentes matemáticos, considerando harmonia, batidas, cadências e compassos e outras tralhas. [...]
Agora só falta o Oswald de Souza liderar a Billboard
P.S. Muito bom o “manifesto em favor da imperfeição”.