O sotaque brasileiro da música eletrônica

Só sendo brasileiros é que nos universalizaremos – Mário de Andrade

Impop chama à pauta a música eletrônica brasileira produzida por brasileiros. Uma música que já não cabe no Brasil, como também no mundo globalizado que só fala uma língua e ouve uma só música. A única idéia que cria consenso aqui é a de que passa pela música eletrônica a renovação dos sons brasileiros. Alô DJ Dolores, Chico Correa, Flu, Botecoeletro, Zula System, entre outros.

Não é de agora que a embolada de música brasileira com a eletrônica rende boa rima. O curioso é que só agora a linguagem eletrônica nacional toma forma e movimento. Isto não significa uma bossa ali e um baião acolá mixados a um breakbeat, drum´n´bass, trance tradicional. O caldo que sai do caldeirão de bits sonoros dessa geração tem o gosto da receita dos tupinambás, a tribo guerreira antropofágica dos brasis dos tempos pré-coloniais que simbolizou a universalização e sincretismo da nossa cultura clamados pelos modernistas de 22.

Foi assim, na base do rito antropofágico, que iniciei a coluna Impop(ular) – irmã gêmea deste Impop – desta quarta no iG como intro da entrevista que fiz com o DJ Lucio K. Confere aí a íntegra: http://impop.blig.ig.com.br/

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1 comentário

  1. Dudu P says:

    Essa frasde do Mario de Andrade fez o meu dia. Foda demais.

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