Bem, como não consegui arrancar o som do microfone da minha placa asus a7v, pelo menos aí vai a prometida homenagem aos trabalhadores. O programa Música Impop sem a minha voz, por incrível que pareça, não rola. Fica para domingo que vem, então.
Dia do Trabalho. Dia de pensar nas relações do trabalhador com o meio produtivo; de comemorar as conquistas trabalhistas em todo o mundo. Muitas delas só foram possíveis devido ao pensamento socialista. A previdência social está aí como um fruto da Revolução Russa de 1917, que teve início em abril daquele ano quando Lênin chegou a Petrogrado e fundou a primeira república de trabalhadores do planeta. Um marco do século XX. Ali a história do trabalho foi redefinida. E a revolução continua, pelo menos no meio musical. Uma vez com as ferramentas da produção em suas mãos, os fazedores, trabalhadores da arte, atravessam o intermédio dos capitalistas. Revisam o marxismo nas barbas do capital!
Voltando ao Dia do Trabalho, das notícias que li sobre as festividades e manifestações mundo afora, atentei para a manifestação dos imigrantes nos EUA: articularam a paralisação de trabalhos hoje e promoveram um dia sem consumo, em favor de uma reforma migratória adequada para os doze milhões de imigrantes “ilegais”. Um milhão foram as ruas!
Para engrossar o coro e homenagear os trabalhadores imigrantes que enviesam o conservadorismo americano com suas riquezas étnicas, chamo Gogol Bordello, prediletíssima da casa Impop e cabeça da cena dos ciganos punks de Nova Iorque. Liderado pelo ucraniano Eugene Hütz, Gogol Bordello liquidifica sons do leste europeu com temperos latinos e pólvora punk, em meio a violinos, acordeons e percussões. É dele o melhor título de música do ano: Think Loccally Fuck Globally. Lema Impop!
Baixe aqui a Homenagem Impop aos trabalhadores do planeta.
Lista das músicas
Mundo Livre S/A – Livre Iniciativa
Gogol Bordello – Think loccally Fuck Globally e Immigrant Punk
Gang of Four – Damaged Goods e Capital it fail us now
“É um enorme e autodestrutivo trocadilho construído em volta da frase-título como uma metáfora para o consumo e sexo, organizado pelo slogan de supermercado the change will do you good” – Greil Marcus em A Última Transmissão, Conrad.
The (International) Noise Conspiracy – Capitalism Stole My Virginity
Fela Kuti – Zombie
“Não queremos diplomatas, não queremos marxismo, não queremos leninismo, nem capitalismo. Tudo o que precisamos se resume ao africanismo”. Fela Kuti.







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