Fala sério!

A expressão hoje traduz indignação mesmo. A notícia da morte de Bussunda chateou bastante. Além da tristeza profunda que causa a perda de um grande humorista e observador da sociedade brasileira, a morte ocorrida inesperadamente durante a grande festa do futebol mundial tira literalmente um tanto da graça da Copa.

Com aquela malícia típica dos cariocas, Bussunda era capaz de arrancar sorriso até dos alvos das suas irreverentes piadas e paródias impecáveis. O jogador Ronaldo e o Presidente Lula que o digam. Já se manifestaram abalados com morte do humorista.

Por coincidência, ontem lembrei de Bussunda quando li o post Os hermanos enchem o saco no blog Carta-Bomba, de André Rized. Ele comentou sobre os exageros cometidos pelos comediantes argentinos com os jogadores brasileiros durante os treinos da seleção:
Ok, futebol não é exatamente um assunto sisudo, que tem de ser tratado com terno, gravata e linguajar professoral. Sempre cabe uma piada. Mas fico pensando o que aconteceria se o nosso Casseta & Planeta – que não tem acesso aos treinos da Seleção — fosse encher o saco dos jogadores argentinos em um treinamento no time do Tevez. “Certamente haveria problemas, vocês têm muito mais senso de humor”, diz o colega Miguel Bossio, gente finíssima do jornal Clarín, o maior da Argentina, que acompanha a Seleção Brasileira no país da Copa.

O refinamento do humor dos Cassetas é mesmo diferencial, agride sem contundir. Afinal, sorriso não reflete dor. Aí é que o estilo de Bussunda se destacava. Em relação aos humoristas argentinos, pelo exposto no post do Carta-Bomba, deve estar anos-luz à frente.

Como bem frisou o jornalista Ricardo Calil, Bussunda era o símbolo do Casseta. E digo mais: representava o humor nacional.

Hoje, o silêncio, ou melhor, a lembrança do sorriso de Bussunda, toma o lugar dos sons e da abordagem musical de sempre no Impop.

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