
Embalado pelas críticas positivas ao álbum Road to Rouen que declaravam a maturidade da banda, por volta das 1:30h, o quarteto Supergrass subiu ao palco do Campari Rock, depois de deixar o público encharcando debaixo de um temporal durante cerca de uma hora.
Com um frescor pop refinado e execução afiada, maturada pelo passar do tempo, músicas como Caught By Fuzz causaram comoção nos filhos do britpop. Mas o Supergrass quer distância do cenário habitado por indie kids brits. Assim se distanciaram da platéia, já abatida pelo cansaço e castigada pela chuva, quando decidiram tocar as faixas melancólicas do último disco.
A música que dá nome ao CD, com seus riffs p-funk, causou a falsa impressão de que o quarteto não estaria disposto a submeter o público à introspecção da maioria das novas músicas. Sem a sofistiscação dos arranjos do CD, canções como St. Petersburg perderam impacto com simplórias interpretações levadas a violão e piano.
Como intimismo e falta de carisma não combinam, Gaz Coombes não deveria brincar de ser Neil Young. E o show arrefeceu. Resignado, o Supergrass voltou ao rock´n´roll e desfilou hits power pop. E o fez com maestria. Com um emaranhado sofisticado de riffs de baixo e guitarra empurrados palco abaixo pelos ataques do batera Danny Goffey, conduziram a apresentação para um final eletrizante com Richard III, Grace, Pumping on Your Stereo e Sun Hits the Sky.
A propalada maturidade do Supergrass ainda tropeça na ousadia. Limita-se ao aprimoramento daquilo que sempre fizeram. Diante disso foi inevitável o pedido, não atendido, “toca Alright!”.







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