Leonard Cohen: O Eterno Regresso

Por Carlos Freitas em 13/8/2008 às 6:52 am

Leonard Cohen “Leonard Cohen: O Eterno Regresso”, biografia assinada por Marc Hendrickx, autor de biografias de Keith Richards e Elvis Presley, foi lançada em Portugual pela Guerra e Paz. Segundo a nota da edição, “A perspectiva de um legado que se corporiza num perpétuo regresso”. Já para os fãs trata-se de mais um item indispensável. Só espero que, a exemplo do que ocorreu na terra irmã de além-mar, o livro seja lançado no Brasil durante a especulada (e tão aguardada) vinda do cantor e poeta canadense para algum dos festivais que acontecerão neste segundo semestre.

Custa acreditar que o show de Leonard Cohen não ocorra por aqui. Afinal, o autor de “Hallelujah”, “Everybody Knows”, “Waiting for the Miracle”, “The Future”, “So Long, Marianne”, aos 73 anos, está de volta aos palcos após um hiato de 15 anos, tempo dedicado a um retiro espiritual zen-budista. É uma chance que pode ser única, portanto. Quem assistiu ao show garante que trata-se de um momento especial. Tenho o amigo Marcelo Costa como testemunha. Ele chorou um oceano durante e depois da apresentação do mestre no Festival Internacional de Benicàssim 2008

Que Buda ilumine a mente dos “curadores” destes festivais. Pois, definitivamente, não quero ler o livro sem ter visto o show. Do contrário, resta apelar para que o Beirut – confirmado até então no Tim Festival – toque “Hallelujah” ao bandolim, como vem fazendo em alguns shows. A versão, que Impop antecipa aqui, não deixa de ser um belo consolo.

Ouça:

  Beirut: Hallelujah (8.0 MiB, 19 hits)

 

Por fim, reproduzo a nota completa e um trecho da edição portuguesa de Leonard Cohen: O Eterno Regresso:

Este é um livro muito especial em que Marc Hendrickx confronta o leitor com a obra do incontornável cantor e poeta judaico-canadiano Leonard Cohen. Muito longe de ser uma biografia, aqui o autor procura, através de um registo intimista, as respostas para questões sobre o Homem, a felicidade, a tomada de consciência, a fé, o objectivo de vida, o amor, a velhice e a morte. Esse processo é simultâneo com a abertura de horizontes sobre a vida do artista que homenageia, abarcando fases como a sua passagem pelas ilhas gregas ou pelo mosteiro zen da Califórnia onde Cohen se refugiou por diversas vezes. Sem esquecer a sua fama internacional, este livro devolve–nos a perspectiva de um legado que se corporiza num perpétuo regresso.

Um trecho:

A meio do percurso da minha vida, dei por mim num bosque sombrio.» Poderia ter sido uma citação. Contudo, hoje, mais de setenta anos depois de Leonard Norman Cohen ter soltado o seu primeiro grito neste mundo, o poeta profético que cura olha para trás com brandura. A sua divina comédia está quase terminada. O seu humilde servo, leitor, pelo contrário, ainda só chegou à orla da escura floresta.

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