Os outros sons da Nação Zumbi
Por Carlos Freitas em 28/8/2006 às 11:03 pm
Impop encontra o “outro endereço do mesmo lugar” da Nação Zumbi, como definiu Jorge Du Peixe o MySpace que ele criou para divulgar o Autônomo, seu projeto paralelo.
O vocalista da Nação Zumbi produz temas que estariam muito bem hospedados na gravadora Ninja Tune ou na vizinhança do DJ Shadow. Para tal, até então, contou com a mão do produtor Rica Amabis, do Instituto, para remexer os sons via Pro Tools e com o percussionista Da Lua, da Nação Zumbi. Enquanto que Du Peixe toca baixo e comanda um sampler SP 303.
Sobre as suas aventuras como baixista, ele explica: “sempre tenho linhas de baixo em mente. Na Nação Zumbi, vez por outra arrisco assobiá-las para Dengue evoluir em cima”.
O Autônomo não é o único projeto de Du Peixe. Existe também o Supa Faine Jazz Monster, onde compartilha idéias e sons com Catatau, guitarrista do Cidadão Instigado, Instituto, Turbo Trio, entre outros.
Confira algumas músicas do Autônomo
Já Lucio Maia, guitarrista da Nação Zumbi, dedica seu tempo livre para finalizar o disco do Maquinado, um coletivo musical com o qual Lúcio Maia “materializa” as idéias anotadas em laptop nas folgas da Nação Zumbi. Mas “não é um trabalho solo do guitarrista da Nação Zumbi”, como avisou Lucio durante o show do Maquinado que assisti no Sarajevo, em São Paulo.
Apesar do conteúdo experimental, a embalagem sonora mais orgânica do que eletrônica periga ser (im)pop. Por conta dos grooves inevitáveis, evoluídos em cima de dub, hip hop, funk, afrobeat, pós-rock e manguebeat.
Catatau (Guitarra e synths), Rian Batista (baixo) e Clayton (bateria), do Cidadão Instigado, e Júnior Boca, guitarrista de Otto, acompanham o guitarrista da Nação Zumbi nos shows.
Mesmo tendo uma boa repercussão, por enquanto nada de disco do Maquinado: “se não tem fagulha de venda, nego fica com pé atrás. As gravadoras só querem trabalhar com rock´n´roll chocolate”, dispara Lucio. Porém, ele não desiste: “o disco vai sair independente”, avisa.
>> Confira algumas músicas do Maquinado
Enquanto isso, o baterista da Nação Zumbi, Pupillo, afia o seu lado produtor à frente do selo Candeeiro. Está às voltas com o projeto Três na Massa, um álbum de gravações de novos compositores interpretadas por mulheres. Já soube que a Talma de Freitas gravou uma música do Jorge du Peixe e que a roqueira baiana Pitty soltou a garganta numa música do Lirinha, do Cordel do Fogo Encantado. Pupillo me disse que o disco está em fase de mixagem e que se nenhuma gravadora se interessar, o disco sairá pela sua Candeeiro Records.
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Tou a finzão de ouvir o maquinado.. meu xará tem feito trilhas bem legais pra filmes tb..
Acho que vai rolar novidade do Maquinado em breve. Encontrei com Lucio no Tim Fest, em Curitiba. Ele me disse que a produção do disco está adiantada.
Abração.
muito bom o projeto de du peixe e lucio..os caras mandam ver no som..paz