Ode ao descartável: a sina do pop

Por Carlos Freitas em 20/6/2006 às 6:58 pm

Está provado: o sucesso é uma fórmula. E como tal já pode ser produzido em série, mas não apenas por humanos. É o feito do software Platinum Blue Music:

http://news.bbc.co.uk/1/hi/entertainment/5083986.stm

“Platinum Blue Music Intelligence is a complex computer program that turns music into mathematics. It breaks songs down into 30 or so component parts including rhythm, melody, harmony, beat, cadence, timbre, pitch, and gives each a number. What they have found is just about all hit songs, no matter what genre, fit the same pattern”.

E assim a indústria fonográfica atinge o nirvana da descartabilidade. Com o software, que é melody & hit maker, o compositor passou a ser descartável.

Tá aí a razão deste Impop ser um manifesto em favor da imperfeição, do estágio inicial de qualquer nova composição que dê forma e movimento à criatividade. Música que não suporta prazo de validade. Anômala, suja, aversa, imprecisa, imperfeita, discordante. Música que deve ser consumida como é produzida: por necessidade orgânica. Música pode até ser uma fórmula, mas desde que tenha impressão digital.

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Comentários

2 Responses to “Ode ao descartável: a sina do pop”

  1. O pop não poupa ninguém at dudup.com on June 21st, 2006 5:05 am

    [...] E eis que esbarro com uma descoberta do incansável Carlos Freitas em suas surfadas virtuais em sua prancha Música Impop biquilha: neguinho inventou um software que analisa uma música e a converte em componentes matemáticos, considerando harmonia, batidas, cadências e compassos e outras tralhas. [...]

  2. Terra on June 21st, 2006 6:29 pm

    Agora só falta o Oswald de Souza liderar a Billboard

    P.S. Muito bom o “manifesto em favor da imperfeição”.

Tem algo a dizer?