Marisa do mal
Por Carlos Freitas em 25/3/2006 às 5:44 pm
Rita Lee gostava da fama de má. Já Marisa Monte vai fundo, põe em prática. Além de lançar dois cds de uma só vez, compactua com a EMI para embutir um DRM (Digital Rights Management), sistema anti-cópia, nos computadores dos seus fãs. Segundo matéria publicada no Boing Boing, o bicho, que é instalado no pc mesmo que você não queira, ainda por cima não pode ser desinstalado. É um malware que não permite que ninguém ouça a danação cabeçuda da tribalista em sistemas operacionais Apple e Linux e em MP3 players. Isso não é tribalismo, é terrorismo! É tratar consumidor como ladrão.
Só lembro do Sandinista!, do The Clash, um álbum
triplo vendido pelo preço de um só, lançado pela Sony! Um exemplo de como um artista deve impor respeito à sua obra e respeitar seus fãs.
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Acho que o melhor comentário é um trecho da FAQ do site da Hospital Records (www.hospitalrecords.com):
Hospital Records has no DRM or copy protection built in. We believe that most people like to be treated as customers and not potential criminals - DRM is easily circumvented and just puts obstacles in the way of enjoying music. Apple has even privately stated that they decided to use a weak form of DRM solely to get major labels onboard.
Perfeito, Dudu! O caminho é este mesmo que a Hospital segue. Quanto a este caso da Emi e Marisa Monte, nem nos causa surpresa. Mas não podemos deixar a oportunidade de dar uma boa cutucada.
Ótimo “complemento”!
abs
Boa surpresa o seu blogue, acredita que só descobri agora? Tou mal informado mesmo..
Ih, o CD dos Tribalistas também vinha com o tal “brinde”… O resultado foi que algumas pessoas que compraram o CD tiveram problemas porque ele simplesmente não tocava em alguns aparelhos. Pelo jeito a moça não aprendeu a lição…
[...] Sobre o tal DRM, anda repercutindo bastante (mal) a aplicação do tal maléfico no novo cd da Marisa Monte, o qual não tenho a mínima vontade de tê-lo muito menos de ouví-lo. Serve de alimento para a militância contra as estratégias de comercialização que limitam o uso dos “produtos musicais”. Empunho a bandeira anti-DRM. [...]