Circuito integrado de Jamie Lidell: funk, alma e silício
Por Carlos Freitas em 22/3/2006 às 5:52 pm
Uma dádiva de sintetizados, digitais, recombinados. São os sons do CD Multiply, lançado pela Warp, que alteram os estados do p-funk e anunciam no mundo Impop a black music futurista do one man band, Jamie Lidell. O nome do Tim Festival 2005.
Apesar do desgaste do termo pós-modernidade, não há como deixar de atribuí-lo a Jamie Lidell. Só por ser capaz de manipular sem sangrar o organismo da música negra com instrumentos da mente revestidos de silício. Mordam-se os puristas. Festejem os fãs das poliritimias do afrobeat, harmonias e vibrações do soul, da devoção rítmica do funk. Tudo é possível, todos são convidados. Otis Redding, Curtis Mayfield, Prince, Felá Kuti, Herbie Hancock, estão na música de Jamie Lidell. Este alemão enviezado tem meticulosidade maestral, paixão pela diversidade e liberdade autoral capaz de rachar o assoalho e asfixiar a euforia com as sombras de Berlim.
Mais de Lidell: mão que engrenou o Super_Collider e voz que envergou as experiências jazzísticas de Matthew Herbert em Goodbye Swingtime.
Veja o vídeo de You Got Me Up >> Baixe When I Come Back Around
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Realmente aquele show do Jamie no Tim pra poucos gatos pingados (e privilegiados) foi fueda! Jamie Lidell é um Marvin Gaye que é fã de IDM..